Papilomavírus Humano (HPV) - Qualitativo

O Papilomavírus humano (HPV) é um DNA-vírus do grupo papovavírus. Atualmente são conhecidos mais de 90 tipos, vários deles podendo infectar o trato genital. Estão divididos em 3 grupos, de acordo com seu potencial de oncogenicidade. Os tipos de alto risco oncogênico, quando associados a outros co-fatores, tem relação com o desenvolvimento das neoplasias intra-epiteliais e do câncer invasor do colo uterino.

 

O HPV é reconhecido como agente etiológico central do câncer de cérvice uterino sendo identificado na absoluta maioria das lesões neoplásicas.

 

Como de "alto risco", são considerados os tipos 16, 18, 31, 33, 35, 45, 51, 52, 55, 56 e 58, estando estes associados com o câncer de cérvice.

 

Os tipos 6, 11, 42, 43 e 44 estão diretamente associados a lesões benígnas, raramente associados à câncer.

 

Entre 80 e 90 % das lesões pré-malígnas e malígnas contêm seqüências genômicas dos tipos de alto risco. O HPV tipo 16 tem sido encontrado em aproximadamente 60% de todos os tumores estudados, enquanto aproximadamente 30% dos tumores apresentam relação com os HPVs tipo 18, 31 e 45.

 

O exame é indicado preferencialmente:

ü Em infecções persistentes pelo HPV;

ü No reconhecimento e acompanhamento de infecções latentes pelo Papilomavirus humano.

ü Para definição do tipo ou grupo de HPV em casos de lesões de baixo e médio risco.

ü Quando há discrepância entre os resultados de exames citopatológico e colposcópico;

ü Nos casos em que o diagnóstico prévio por exame citopatológico identifica alterações celulares com certificado incerto.

 

O método do PCR-RFLP vem sendo utilizado como controle para exclusão de resultados falso-positivos provenientes de análises através dos kits de hibridização disponível no mercado atualmente, para detecção dos grupos de Alto e Baixo risco do vírus do HPV, em função de que:

ü O sinal dos tipos de "alto risco" da luminescência do método de oferecido pelo kit de hibridização, exceder o sinal dos tipos de "baixo risco" inibindo sua identificação;

ü O PCR-RFLP possibilita, assim como a hibridização, a identificação do grupo do vírus (Alto ou Baixo Risco). Entretanto, seu alcance permite a identificação da presença dos tipos de vírus, na definição do grupo infeccioso, que a hibridização comercializada não identifica até o momento. Além disso, permite a classificação dos tipos de vírus presentes na amostra, mesmo em casos de múltipla infecção com vírus de Alto Risco, Baixo Risco ou ambos simultaneamente, sendo que esta última ocorrência, não é observada pela hibridização comercializada.

 

O método PCR-RFLP demonstra grande poder discriminatório, mostrando-se capaz de detectar o DNA e determinar o potencial para o desenvolvimento neoplásico de até quatro tipos de HPV presentes de forma concomitante em uma única amostra cervical.  Segundo vários autores, esse método pode ser utilizado rotineiramente com alta sensibilidade reprodutibilidade, sendo um método de escolha na triagem primária de pacientes com risco de desenvolver neoplasias cervicais, contribuindo com informações que auxiliem num possível controle dessa doença, além de ser útil na resolução de questionamentos surgidos durante o diagnóstico citohistopatológico,  tanto em lesões pré-neoplásicas, mas também nas infecções latentes ou subclínicas associadas a esse agente viral.

 

Em comparação com outras técnicas disponíveis, a identificação é possível a partir de uma quantidade mínima de DNA viral presente na amostra, minimizando significativamente a apresentação de resultados indeterminados.

 

Técnica utilizada na detecção: PCR – Reação em Cadeia da Polimerase

Prazo de entrega: 10 dias úteis (a partir da data de entrada da amostra no laboratório)
Material:

 

HOMEM:

 

Raspado de lesão, glande ou raspado uretral.

Não acrescentar conservantes.

Evitar material com sangue ou muco.

 

 

MULHER:

 

Swab, escovado ou esfregaço endo e ecto-cervical, vulvar, vaginal ou uretral.

Não acrescentar conservantes.

Evitar material com sangue ou muco.

A amostra deve ser retirada antes da aplicação de ácido acético ou iodo durante a realização de colposcópia.

 

AMBOS:

 

Biópsia fresca de tecidos (manter em soro fisiológico, não utilizar FORMOL)

Raspado da região perianal, cavidade oral ou qualquer área suspeita de lesão, de mucosa ou pele.

 

Não congelar a amostra, mantendo refrigerado entre 2 e 8ºC.

Encaminhar ao laboratório em até 24 horas.

 

Ao enviar as amostras encaminhar, se possível, as seguintes informações: número do protocolo, nome do paciente, idade, sexo, exame solicitado e dados clínicos.

Valor: Sob Consulta
   
web design Contato